Dia “D” no TCE: na hora “H”, o novo presidente do órgão será mesmo Flávio Conceição

Essa vida é roda gigante, né? Por isso mesmo, não nos avexemos com nada, não! Essa lógica cai perfeitamente bem na trajetória do conselheiro do TCE/SE, Flávio Conceição. Defenestrado dessa condição por conta de investigações datadas de 2006/2007, na chamada Operação Navalha, da Polícia Federal, Flávio não se deixou abater, insistiu que nada devia, teve seu nome jogado, primeiro, na sarjeta, e depois entregue ao esquecimento. Mas, diga-se de passagem, nada disso o fez esmorecer e, pra lhe garantir o combustível necessário para seguir a jornada em busca da comprovação de sua inocência, teve sempre bons amigos que jamais deixaram de garantir sua capacidade de articulação como sendo uma de suas maiores qualidades, assim como sempre foi voz corrente que se trata de um homem que honra a palavra dada com gosto, com satisfação. Assim, a roda gigante rodou: em 5 de dezembro de 2019, após a Justiça Federal anular as provas apresentadas pela Operação Navalha, Flávio Conceição retornou ao cargo de conselheiro do TCE. E agora, após quase dois anos de seu retorno, deve assumir a presidência do órgão nesta quinta, 25 de novembro de 2021. A escolha de Flávio interrompe um ciclo de mais de cinco décadas em que a presidência do TCE se definia por rodízio. Há quem torça o bico por conta da quebra dessa tradição. Para AndersonsBlog, não tem nada a ver isso, visto que o rodízio não se tratava de regra legal, mas de um acordo de cavalheiros, ora pois! E ainda há quem opte por franzir a testa só de relembrar essa história toda. Mas, nesse caso, AndersonsBlog faz um alerta: o que Flávio Conceição, como tantos outros, sofreu nos últimos anos advém de uma instituição nacional vergonhosa, que é a condenação antecipada de quem quer que seja. Quem condena antecipadamente, por óbvio, o faz com interesses nada republicanos. Flávio Conceição não foi condenado e, veja, leitor e leitora, teve as provas contra ele anuladas. Ou seja: quem o condenou antecipadamente tinha, claro, objetivos claros de ocupação de espaços de poder. Mas, apesar do que passou, Flávio Conceição, o resiliente, voltou a ser conselheiro e, por direito, será o novo presidente da Corte de Contas. A roda gigante, como sempre, rodou!

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