Estamos voltando e a questão é bem mais delicada do que parece

Imagina você estar numa posição de comando na comunicação de uma das mais importantes prefeituras e, nesse meio tempo, lançar seu site, seu blog ou afins em pleno processo eleitoral que definiria o sucessor do gestor para quem você já vinha trabalhando… Imaginou? Para o senso comum, que maravilha!, uma arma a mais para combater o bom combate, né? Mas para o dono, editor, idealizador e faz tudo desse recém-criado canal de comunicação, as questões éticas fazem toda a diferença – para melhor, diga-se. Assim, esse projeto se arrastou mais do que o desejado para entrar de vez no ar, em definitivo, porque seu criador, mais conhecido como eu mesmo, ponderou se seria salutar opinar sobre as eleições, de forma livre e desimpedida, estando partícipe numa das mais importantes dentre as 75 disputas eleitorais que permearam Sergipe durante o mês de novembro último. Atente bem, leitor e leitora: estando secretário de Comunicação da imensa e maravilhosa Itabaiana, com certeza eu não resistiria em avaliar o pleito que estava em curso na cidade serrana aqui nesse blog. E, como o resultado da eleição demonstrou, é lógico que não me furtaria em mostrar as mazelas proferidas pelos opositores contra a gestão exitosa do prefeito Valmir de Francisquinho, bem como não me auto imporia limites para mostrar o quão acertado seria, como foi, o voto em massa pra Adailton Sousa, o único nome na disputa capaz de levar adiante o legado de Valmir e, principalmente, garantir e avançar nas conquistas que esse povo fantástico de Itabaiana merece desde sempre. Mas aí adveio a questão ética: poxa, enquanto secretário, pago pelo erário, seria justa essa postura? Ela não acarretaria num dilema óbvio demais, de que, em estando remunerado, quaisquer opiniões resvalariam de alguma forma num interesse próprio e pessoal? Pois é! Tudo isso pesou e optei por me dedicar à comunicação institucional da prefeitura e, após o expediente, dar meus modestos pitacos e opiniões sobre o pleito, lato sensu, e sobre a campanha em si, stricto sensu. E dessa mesma forma seguirei. Porque ainda que os temas sejam intrinsecamente ligados, umbilicalmente afins, acredito que é possível, sim, separa-los, pelo viés da ética e da correção. Não é fácil, lógico! Mas e quem disse que o que é mais fácil é o melhor caminho a ser seguido? P.S. eventualmente surgirão postagens dentro do horário oficialmente tido e havido como dentro do expediente. E, nesse caso, as maravilhas da internet e da tecnologia: elas terão sido escritas antes e devidamente programadas para serem publicadas nos horários em que serão postadas. Simples assim!

1 Comentário

  • Ferreira Filho

    1 de dezembro de 2020 - 05:01

    Pra mim, a explicação seria dispensável. Perdemos nós por um tempo sem ler seus escritos. Vá firme amigo! Fazer o que gosta é indescritível!

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