“Golpe taí, cai quem quer” 2: PDE é Plano de Desenvolvimento do Estado ou Eleitoral?

Lançado entre mesuras e espoucar de champanhes e fogos, o Plano de Desenvolvimento do Estado de Sergipe é um compêndio cheio de sugestões para alavancar a economia sergipana produzido, sob contrato, pela Fundação Dom Cabral para a Alese. Até aí, a opinião de AndersonsBlog já foi externada aqui e vale a leitura pra contextualizar. Mas sendo um apanhado de ideias, algumas realmente boas, que o Legislativo oferta ao Executivo, será mesmo necessário que o tal PDE seja levado de cidade em cidade, de Câmara em Câmara de Vereadores, pra se tornar algo útil para os sergipanos e sergipanas? Veja bem, leitor e leitora, não se trata de menosprezar a iniciativa da Mesa Diretora da Alese, que custou quase R$ 700 mil e produziu um documento que, para ser factível, precisa da anuência do governo de Belivaldo Chagas (PSD). Mas ao vermos, já em duas oportunidades, o presidente da Alese, deputado Luciano Bispo (MDB), visitando municípios, até agora, Socorro e Lagarto, para propagandear o plano e, em seguida, dar várias entrevistas nas quais se projeta como possível candidato a vice na chapa governista, não acaba tendo um quê de o “golpe taí, cai quem quer”? Cabe a Justiça Eleitoral ficar atenta e não deixar que uma iniciativa louvável, como é o tal PDE, deixe de ser Plano de Desenvolvimento do Estado de Sergipe e se torne um Plano de Desenvolvimento Eleitoral de Luciano Bispo, ora pois!

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