Kitty Lima estava certa… mas também estava errada!

O título dessa postagem é contraditório? Não, leitor e leitora! Definitivamente, não! E isso será possível comprovar adiante. Primeiro vamos cobrir de acertos e razões a deputada Kitty Lima (Cidadania) em relação a um recente episódio que teve participação efetiva dela. A nota a seguir, da sempre competente e diligente assessoria da parlamentar, é autoexplicativa. “Quem lembra do episódio da mulher de Simão Dias que, no mês passado, comoveu algumas pessoas por conta do vídeo que rodou nas redes sociais onde ela aparece sendo acusada e negando que cometeu maus-tratos a uma égua durante operação da Delegacia de Proteção Animal? Pois bem, apesar da situação grave em que o animal foi encontrado, o que repercutiu mesmo foi a forma com a qual ela foi confrontada pela deputada Kitty Lima. Muitas pessoas se solidarizaram com a ‘pobrezinha’ e até alegaram inocência, ao ponto de darem um novo animal para a ‘vítima’. Na manhã da última terça-feira, 20, a Polícia Civil retornou à casa dessa senhora após novas denúncias de maus-tratos, desta vez contra o animal doado, e constataram sinais de violência. A cidadã foi autuada e o animal será levado a um lugar seguro onde receberá os devidos cuidados. Da primeira vez a acusada garantiu que já teria recebido a égua nas condições em que a Polícia Civil encontrou, bastante debilitada. E agora, qual será a desculpa que ela dará para tentar justificar as feridas no animal? É… parece que a pobre senhorinha não era tão vítima assim!” Para esclarecer: a senhora em questão é Jocielma da Silva e o episódio (imagem acima), ocorrido no final de junho passado, ganhou a net por Kitty ter enquadrado duramente a carroceira. E é nesse ponto, veja só, que a parlamentar, ainda que estando certíssima, como agora provado, também errou. AndersonsBlog já destacou isso, questionando a postura da deputada até por entender que o modus operandi dela excedeu o bom senso e flertou perigosamente com a prepotência e a arrogância. Mas o retorno do blog ao mesmo assunto se dá por uma questão de justiça. A constatação de que a carroceira, de fato, maltrata os animais que estão sob seus cuidados, dá sustentação ao argumento que os defensores e admiradores de Kitty usaram: ela estava revoltada com a situação e “foi pra cima” mesmo. Ok, é compreensível que qualquer pessoa que ama e defende a fantástica causa animal se revolte, se exalte, sem problema. Mas, no caso de Kitty Lima, a passionalidade, que até é justificável, não é nem minimamente aceitável. E sabe porquê? Por ela ser uma parlamentar, uma autoridade constituída, e pela carroceira ser uma… carroceira! A intempestividade de Kitty soou desproporcional e gerou um fenômeno 100% humano: as pessoas escolheram o lado mais fraco naquela situação. E isso resultou em comoção, simples assim! Agora, façamos um exercício de imaginação: se Kitty, ao acompanhar aquela ação policial, tivesse sido firme, mas sem se exaltar, optando por um diálogo educativo e conciliador ao invés de, tomada pela emoção, inquirir, acusar e condenar a “coitada” da carroceira, será que a comoção ocorrida teria acontecido? E, sem comoção, será que a “pobre coitada” teria recebido a doação de um outro animal para que, conforme afirmam as autoridades policiais, maltratasse? Essa é a questão! Pra fechar, o leitor e a leitora podem até achar que AndersonsBlog pega demais no pé da atuação parlamentar de Kitty Lima. E têm razão! É que a causa defendida por ela, a animal, é tão importante, tão fundamental, humanística mesmo, que não é legal, nem pra causa e nem pra ela, deixar nada passar em brancas nuvens. Tomara que as críticas pesadas que a deputada recebeu nesse episódio todo tenham deixado uma lição essencial para ela: uma causa tão nobre, mas tão nobre a ponto de leva-la, através do voto, ao cargo que ela, nobremente, ocupa, não pode estar suscetível a arroubos emocionais e/ou irracionais que, ao final e ao cabo, podem prejudicar justamente à tão nobre causa. Sem mais!

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