Ler Diógenes Brayner é necessário, obrigatório e sempre saboroso

Vamos lá, leitor e leitora: dentre vocês não deve haver quem não perceba que AndersonsBlog paga de tiete, sem a menor cerimônia, de todo mundo que se dedica à cobertura jornalística da política sergipana. E não se trata de maneirismo ou de corporativismo, não! Até porquê, quando discorda, também não se faz de rogado e, tranquila e serenamente, expõe as divergências de opinião sem nenhuma ressalva, numa boa, ora pois! Mas este blog admite: como é legal ler textos legais e, quando possível, reproduzi-los, num mix de homenagem e de reconhecimento da importância deles. Assim, logo a seguir, AndersonsBlog reproduz texto muito massa do jornalista Diógenes Brayner, originalmente publicado na coluna Plenário – essencial, vale o registro – do site FaxAju. Sob o título “Decisão de candidaturas só depois do Pré-Caju”, Brayner, a um só tempo, resgatou uma memorabilia necessária e, com a qualidade textual e de apuração que lhes são peculiares, presenteou o leitorado com um primor narrativo que este site faz questão de, com os devidos créditos, compartilhar. “Por vários anos, o Pré-Caju foi a maior atração turística do carnaval sergipano. Uma festa que até hoje é lembrada e faz falta. Acontecia quinze dias antes do carnaval e atraía milhares de turista a Aracaju. Os blocos traziam conhecidos artistas da Bahia, que se esquentavam para o agitado carnaval de Salvador. Uma festa que parava a capital sergipana e era reconhecida em todo o Brasil. Tinha à frente o atual vereador Fabiano Oliveira, que organizava todo o desfile, os abadás, o camarote e toda a estrutura de segurança que garantia e tranquilizava quem estava nas “cordas” ou na “pipoca”. Em todo o período que aconteceu, muitas decisões políticas foram tomadas entre os camarotes adquiridos por políticos e que acomodavam blocos de assessores e aliados para definirem posições. Nessa dança de camarotes, candidatos a prefeitos foram definidos e até a governadores, senadores e parlamentares de uma forma em geral. Em toda a folia, na dança das cervejas, na troca de uísques e até ao sabor do vinho, além das bandas e bundas que enchiam os olhos mesmo de quem tramava candidaturas políticas, se definiam chapas majoritárias de situação e oposição. E isso se tornou tão comum que o zum-zum-zum era de que a formação de candidaturas majoritárias só acontecia “durante ou depois do Pré-Caju”. E era fato. Quando os trios se movimentavam, ao som de Chiclete com Banana, Ivete Sangalo, Netinho e outros que puxavam blocos como “Com Amor”, “Bora-bora”, “Papagaios” e etc, os camarotes se agitavam quando cada um entrava no corredor da folia, momento em que se dava uma pausa nos bastidores da política para curtir o axé. Logo após, mesmo no movimento frenético das proximidades, os nomes de pré-candidatos corriam céleres, conquistavam adesões e eram anunciados logos após o carnaval. A informação é que esse ano pode ocorrer o retorno do Pré-Caju e, se acontecer, pode-se começar a falar que os candidatos definidos para a chapa majoritária, de situação e oposição, também serão conhecidos depois do carnaval, exatamente entre os camarotes, onde a política se discute de forma definitiva e se chega à decisão logo após a folia cessar. Se a oficialização das candidaturas ao Governo e Senado estava prevista para setembro, outubro e até novembro, “não se avexe não”, isso deve ocorrer exatamente “depois do Pré-Caju”, durante conversas aos pés dos ouvidos, que acontecerão nos bastidores dos camarotes e serão definidas depois do carnaval, em reuniões realizadas nas sedes dos partidos. Ninguém se surpreenda se o anúncio do candidato a governador em 2022, pela base aliada, acontecer quando o carnaval passar. Afinal, por que tanta pressa?” Concorde-se ou não com a opinião emitida pelo jornalista Diógenes Brayner logo acima, tem como não saborear um texto desse? Sem mais.

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