Mãe Atípica: o que é e porque Priscila Boaventura quer chegar à Câmara Federal para travar a luta delas e de seus filhos

Você sabe o que é uma Mãe Atípica?

Bom, primeiro vamos para uma explicação básica: a Mãe Atípica é aquela cujo filho não se enquadra no senso comum de normalidade.

Dados de 2021 do CDC (Center of Diseases Control and Prevention) traduzido para o português como Centro de Controle de Doenças e Prevenção, indicaram a prevalência de autismo entre crianças de 8 anos (1 a cada 44 crianças).

No Brasil, esse número não é exato por falta de estudo, acredita-se que sejam 4,84 milhões de autistas. Dito isto, vamos a um fato: ao menos até o momento, quando falamos em Eleições 22, ninguém tinha abraçado essa causa de forma específica e clara.

Mas eis que AndersonsBlog tomou conhecimento de uma pré-candidatura que levantará essa bandeira. E se trata de Priscila Boaventura, que descobriu ser uma mãe atípica com o nascimento de seu terceiro filho.

Ele nasceu com TEA (Transtorno do Espectro Autista). As dificuldades em acessar serviços básicos de saúde e de educação fizeram Priscila se tornar militante da causa, auxiliando mães e familiares de pessoas com deficiência. E neste ano, ela dá mais um passo na luta dos direitos das pessoas com TEA e é pré-candidata a deputada federal pelo PSB de Sergipe.

E o material da assessoria de imprensa de Priscila é bem feito e auto-explicativo. “Com projetos de inclusão e de políticas públicas que garantam direitos como avaliação terapêutica em sala de aula, Priscila tem conversado com famílias, grupos de apoio ao autismo, educadores, profissionais da área de Direito, Saúde para conhecer as necessidades mais urgentes e poder construir suas propostas”, revela o release da pré a federal.

Mas são as palavras dela que definem sua missão na empreitada que será a eleição deste ano da graça de 22. “Eu era uma mãe padrão, sem conhecimento de limitações e de julgamentos até meu caçula parar de falar, de andar e me apresentar um mundo no qual a luta materna é diária: o autismo! Fomos buscar tratamento em São Paulo, entramos na Justiça para meu filho ter direito à terapeuta na escola. Foram e são muitas batalhas, as quais me fizeram entender que a garantia de direitos de meu filho e de pessoas com deficiência necessita de um representante. Coloquei meu nome à disposição”. Precisa dizer mais?

Bem, AndersonsBlog entende que sim, por isso segue um breve curriculo de Priscila: advogada, concursada do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe, Priscila tem três filhos.

E é, sim, uma Mãe Atípica, com muito amor no coração, claro, mas com uma ideia na cabeca: fazer com que o autismo seja visto por toda a sociedade e que os autistas possam ser respeitados em sua condição, especialmente pelo poder público em todas as suas esferas. Simples assim! Necessário assim!

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