Nubem Bomfim e a analogia que contempla a velocidade que insistem como essencial no processo sucessório

Para AndersonsBlog, sem mais delongas, o jornalista Nubem Bomfim, Mestre em Comunicação e Cultura pela UFRJ, segue sendo um querido e dileto amigo e professor desde os tempos em que o titular deste site era aluno do curso de Jornalismo na Unit. E, em assim sendo, pense no quão prazeroso para a casa é poder republicar um belíssimo texto dele, originalmente publicado no site Em Sergipe (leia o original aqui). De maneira simples, mas muito eficaz, Nubem diz praticamente tudo o que precisa ser dito sobre a sucessão sergipana, se utilizando de uma analogia velozmente certeira: a Fórmula 1. Leia e, rapidamente, identifique-se!

Belivaldo está pilotando o Safety Car da corrida eleitoral

Quem gosta, acompanha e curte uma corrida de carros, pode traçar um paralelo entre um Grande Prêmio de Fórmula 1 e a sucessão estadual de Sergipe. Mal começou a disputa e o diretor de provas já autorizou a entrada do Safety Car (carro de segurança) na pista, até o momento de uma nova largada. Desta vez pra valer. É assim que está caminhando a sucessão estadual para o Governo do Estado. Belivaldo está no comando do Safety Car, e os pilotos estão aguardando o “carro-madrinha” ir para os boxes e a direção autorizar uma relargada.

Todos os pretensos pré-candidatos estão esperando a definição de Belivaldo para se lançarem ao eleitorado. Rogério Carvalho ensaiou uma largada mas abortou, Alessandro Vieira deve correr por outra categoria, abandonando a F1, Danielle Garcia e sua Escuderia ainda não decidiram se vão permanecer na Fórmula 1 ou se optam pela Stock Car, enquanto Valmir de Francisquinho pode esperar um pouco mais e largar dos boxes. No time favorito Fábio Mitidieri, Laércio Oliveira, Ulices Andrade e Edvaldo Nogueira concorrem entre si para ver quem será o pole position. O treino é apenas o ensaio de uma corrida, no entanto, o Grande Prêmio só se vence na pista.

Quando o Safety Car deixar a pista e for para os boxes, a corrida será interessante de se assistir. Belivaldo está cozinhando a oposição e empurrando todos os pretendentes ao cargo de governador para as cordas, sem gastar energia. Uma estratégia que está cansando os adversários. Todos aguardam uma definição e esperam saber quem é o pré-candidato governista. A oposição não sabe qual o inimigo irá enfrenta-lo na disputa eleitoral. Se será um mais agressivo ou um conciliador? Quem sabe um estrategista ou um tocador de obras. A cada dia que passa, fica mais difícil para a oposição tomar o governo, através das urnas. A sensação é de estar num rinque sem saber quem é o adversário que você vai lutar.

O galeguinho de Simão Dias de bobo não tem nada, está usando os ensinamentos da Arte da Guerra (Sun Tzu) para fazer o jogo político de 2022. “A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar”. Observe que Belivaldo não disparou um só tiro, não partiu para o ataque e ficou assistindo a oposição avançar e recuar na escolha de pré-candidatos ao Governo. O bloco oposicionista ainda está na estaca zero.

Assim como numa corrida de Formula 1, os quatros pilotos da equipe de Belivaldo estão circulando e conhecendo o autódromo, estudando o clima para o dia da corrida, pesquisando sobre as condições da pista e vão definir qual estratégia será adotada. Com tanque cheio, pneus novos e uma supermáquina, dificilmente os adversários vão subir no lugar mais alto do pódio e ganhar essa corrida eleitoral.

E o mais curioso é que tem piloto que vai pra pista correr por sua equipe, porém, morrendo de vontade de estar na Mercedes ou na Red Bull governista (as duas melhores equipes da F1). Essa corrida eleitoral é menos complicada que a de 2018, quando o então governador Jackson Barreto, que estava desgastado, se afastou do cargo para concorrer ao Senado e ainda assim Belivaldo foi eleito. Se na eleição passada Belivaldo chegou para resolver, agora, ele sentou para esperar e vai esconder o gabarito sem revelar a resposta certa até o último minuto. Tenham paciência!”

1 Comentário

  • Ribeiro Filho

    14 de janeiro de 2022 - 09:52

    Texto pífio, como a maioria das análises políticas do estado. Nesta como em outras análises políticas trata-se apenas da superfície, da trama das junções e possíveis traições. Os analistas discorrem sobre a movimentação partidária, sem nenhum aprofundamento, sobre o dado mais importante para a vitória nas urnas. Sergipe continua sendo um grande curral eleitoral, a fórmula para obter a maioria dos votos, ainda continua sendo, a barganha e a nomeacao de cargos comissionados para a classe média, e a compra literalmente, dos votos nas periferias. O resto são amenidades e firulas sobre essa fogueira de vaidades. Nada mais que, tentativas de a fuga os egos desses seres bestiais. Pronto falei e disse….

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