TTT- TEM TURISMO TAMBÉM – Orla Sul: do já construído ao ainda em construção, tudo, mas absolutamente tudo, vale muito à pena!

Já ouviu falar da Orla Sul, né, leitor e leitora? Imagina-se que sim! Então lá vai: obra do Governo do Estado que contemplará toda a orla aracajuana, sem exceção, com mais de 16 quilômetros de urbanização, sem agressão ao meio ambiente, ao custo de alguns milhões e coisa e tal, enfim, tudo o que a Comunicação do governo, a cargo do sempre competente e atento jornalista Givaldo Ricardo. Então vamos pular essa parte e vamos logo pro que interessa: ao longo de sua – ainda em execução – construção, essa intervenção do poder público numa região propícia para o turismo vem gerando críticas de muita gente. Mas só quem vai lá é que acaba tirando suas próprias conclusões. Assim, antes de seguir, um adendo: vá na Orla Sul de Aracaju neste final de semana prolongado. Depois você, leitor e leitora, diz a AndersonsBlog o que achou, certo? Mas, após realizar a própria visita ao local, este site diz logo de cara: deixemos de complexo de vira-latas e vamos curtir a Orla Sul. Ela tá massa! Tem problemas? Claro, tudo e todo mundo tem e dá pra viver com isso! Assim, vamos as impressões de AndersonsBlog sobre a tão falada Orla Sul.

A obra em si

De cara, apesar de alguns probleminhas facilmente resolvíveis, especialmente no quesito manutenção das áreas já prontas, como capinagem, por exemplo, nas rampas de acesso à praia, essa região, bem na altura do antigo Hotel Parque dos Coqueiros – aliás, saudades de uma das hospedagens mais aconchegantes e belas de Aracaju, mas que só ficou na memória de quem viu e viveu –, diversos aparelhos para exercícios instalados já estão disponíveis para quem por lá chegar. Além de estacionamentos amplos, bem à margem da areia. Coisa fina mesmo, viu?

Mas é sobre a obra em si que vale um recorte: trabalhando na finalização de uma quadra de esportes, Gilberto Luiz e Anderson Nascimento passam ao largo de qualquer polêmica sobre o resultado do trabalho que realizam. O primeiro está há oito meses no trabalho, enquanto o segundo já está a um ano e meio! Já pensou o quanto essa obra foi e é importante pra vida desses dois caras, dois trabalhadores e suas respectivas famílias?

Transtorno contornável

Já a moradora da Arauna, lá na distante av. Melício Machado, Sandra Gusmão, viu suas pedaladas diárias ganharem em alegria e satisfação. “Saio de casa, pedalo até o farol lá da Atalaia, depois pego essa avenida e agora sigo até aonde a ciclovia já está pronta. E, conforme forem construindo, eu irei aumentando o meu percurso”, disse a praticamente uma triatleta, que se exercita nos aparelhos recém instalados e também dá uma esticada nas pernas com caminhadas na Orla Sul, preferencialmente.

Quando questionada sobre as reclamações e críticas quanto à obra, ela foi simplesmente definitiva. “Toda obra tem isso, tem os transtornos. Mas é preciso que a gente veja pela coletividade, pelo bem que a obra vai fazer para todo mundo. Aliás, que já está fazendo”, disse Sandra.

Problemas localizados, benefícios generalizados

E a caminhada de AndersonsBlog pela Orla Sul chega aos primeiros bares contemplados pela passagem da onipresente obra. “Ah! Melhorou muito. Sempre vivi aqui. E essa obra tem ajudado a melhorar o movimento”, diz um dos proprietários desses pequenos bares e restaurantes, cuja identidade iremos preservar. “Eu brigo por isso aqui. Mas é melhor evitar confusão (risos)”, disse esse proprietário, rodeados de amigos que são mais que frequentadores do lugar, são praticamente locais.

“A iluminação ficou pouca. A gente entende essa questão das tartarugas. Mas, se já tem pouca iluminação, então não pode deixar nenhuma lâmpada queimada aí, né”, revela um dos presentes nesse bar. E é justamente a iluminação a causa do primeiro imbróglio envolvendo a obra: o ex-deputado federal e pré a governador João Fontes (PTB) cobrou a iluminação, chamada por ele de “fraca”, que deixava o espaço às escuras; o governador Belivaldo Chagas (PSD), do seu jeitão, tirou onda dizendo: “são as tartarugas”, numa dessas querelas internéticas do bem, pois João cobrou, Belivaldo explicou e, agora, o povo quer saber: as lâmpadas queimadas são ainda de responsabilidade da construtora, uma vez que a obra não terminou? Se sim ou se não, bora repor as lâmpadas, pessoal?

Outro senão encontrado: esses ditos bares pequenos ganharam uma espécie de para-sol gigante, de concreto, com uma cobertura de um material plástico colorido de gosto meio duvidoso. Mas esse não é o problema! O fato é que o local foi feito, acredita-se, com a intenção de passar um aspecto rústico. Mas ficou só mal feito mesmo, conforme uma coluna torta pode atestar na foto. “A pessoa assinar um projeto desse é muita coragem”, disse o proprietário do quiosque ouvido. Mas nem isso faz ele desmerecer a obra como um todo. “No geral, tá uma maravilha. Tá muito melhor do que estava!”, diz o proprietário enquanto ele e AndersonsBlog miram uma das esculturas que já tão sendo chamadas de Cajuruga – mistura de caju com tartaruga, ora pois!

Bares grandes, reclames maiores

Aí a gente segue em direção da região chamada de Grandes Bares. Sim, AndersonsBlog contou quase 30 estabelecimentos nessa área, que começa logo após a primeira rótula, sentido Aju/Praias, e segue até a rótula seguinte – e, daí em diante, a obra está andando, mas em estágio ainda muito inicial e AndersonsBlog voltará lá para ver no que a obra da Orla Sul resultará por lá também. Como os bares são grandes, os donos não foram encontrados e quem fala sobre a polêmica dali, a divisão da pista com os chamados “picolés baianos”, é um gerente de um desses bares, que condicionou sua fala ao anonimato.

“Já vi gente reclamando dessa divisão da pista. Mas o trecho não é tão grande e aqui, por terem tantos bares, se o pessoal andar mais lento um pouco e não puder ultrapassar, a segurança aumenta pra todo mundo”, disse o gerente. E AndersonsBlog foi conferir de perto e percebeu mais uma coisa: os obstáculos colocados para dividir a pista em duas são móveis, não estão fixados no asfalto recém-colocado. Ou seja: o que nasce como polêmica se mostra algo absolutamente contornável e que, no momento, tem um efeito prático notável: reduzir a velocidade em uma área de grande tráfego.

Resumão do AndersonsBlog

Olha, pode curtir as polêmicas na internet, sem problema! O que não pode é deixar de visitar a Orla Sul aracajuana, viu, leitor e leitora? Porque é aquela coisa de deixar de lado o complexo viralatista que habita em nós e torcer pelo bom andamento da obra, da sua inauguração o mais breve possível, pela manutenção qualificada do espaço e, no mais, curtir aquele vento, aquela faixa de areia, aquela água quentinha e tudo de bom que o mar que banha Sergipe e Aracaju, em especial, nesse caso, pode oferecer. Portanto, a Orla Sul tá ficando massa e a gente tem mais é que propagandear aos quatro cantos o quanto ela é legal, né isso? É por aí, Belivaldo!

Serviço

Quando: toda vez que você tiver tempo livre

Onde: Orla Sul de Aracaju, da saída da Passarela do Caranguejo em direção ao sul, óbvio.

Traje: o mínimo possível, no verão, e um casaquinho leve pra curtir no inverno, simples assim! Maravilhoso assim!

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