Adir Machado, que agora também é #AdirdeValmir, captou o sentimento de um povo e de seu tempo ao criar a campanha #SomosTodosValmir

Em Lagarto, ainda hoje, pra muitos, este AndersonsBlog é Anderson de Deraldo. Já meu pai, Aderaldo, por sua vez, é chamado por muitos de Deraldo de Zé Marcelino. E meu saudoso avô, que por ser homônimo de seu pai, já foi chamado de Zé Marcelino de Zé Marcelino?

Essa tradição de ligar a pessoa às suas origens familiares e/ou locais e/ou atividades profissionais não vem de hoje e nem é exclusivamente nossa. Como exemplo, nos países anglo-saxões o sobrenome é muitas vezes mais importante que o nome – e, convenhamos, isso passa um quê de arrogância, né não?

Nesse caso, aqui no Brasil, talvez desse problema, especialmente porque o que tem de Silva e de Santos não tá no gibi! Por isso que ligar o nome da pessoa ao de seus genitores ou ao seu local de nascença, de vivência ou de trabalho é algo tão comum.

Mas, neste ano da graça de 22, estamos vendo a tradição ser vilipendiada por conta de filigranas jurídicas. Explicando melhor, o processo que resultou na inelegibilidade, até o momento, do pré ao governo Valmir de Francisquinho (PL) se sustenta ao menos em duas teses: as utilizações da cor azul e do nome de urna de Talysson de Valmir, também PL, eleito deputado estadual mais votado em 18.

Vamos lá: Valmir é de Francisquinho por conta de ser ele, Valmir, filho de Francisquinho dos Porcos, que, por sua vez, era chamado de “dos Porcos” por ser marchante de porco.

Já Talysson é de Valmir por ser ele, Talysson, filho de Valmir, ex-prefeito de Itabaiana por dois mandatos reconhecidamente proveitosos e frutíferos para a população. Assim, nada mais natural do que Talysson, filho de Valmir e Neto de Francisquinho, se apropriar do que, ao final e ao cabo, é seu mesmo: sua raiz familiar, ora pois!

Bem, mas nestes tristes tempos que vivemos, até isso se tornaria um “pecado”? Pois bem, assim chegamos ao presidente do PL/Aracaju, Adir Machado, pré a deputado federal.

Ainda que um neófito em candidaturas, Adir demonstra uma sensibilidade rara e diferenciada na condução do processo todo nesta pré-campanha. E AndersonsBlog já tinha identificado isso em outra oportunidade, desde quando ele estava ainda pré ao Senado (leia aqui).

Só que Adir foi além e, nesse momento complicado do processo eleitoral sergipano, acertou na veia ao lançar a campanha #SomosTodosValmir. E foi mais além ainda, literalmente vestindo a camisa onde se lê: #AdirdeValmir.

E, em recente evento, AndersonsBlog pode conferir que a ideia dele foi abraçada por sua equipe, com cada um mandando confeccionar sua própria camisa, caso da brilhante jornalista Sérgia Cristina, que veste a camisa, estampando no peito, #SérgiadeValmir!

E nem me venham com mi-mi-mis: o PT fez isso com Lula, com a ex-deputada estadual sergipana, Ana Lucia, das mais lúcidas do petismo, mudando seu nome público para Ana Lúcia Lula, por exemplo. E a turma de Bolsonaro? Não raro as hashtags bolsonaristas vaticinam: #EuSouJair!

E nem adianta chorumela, pois aqui não se trata de algo ideológico e nem de que os nacionais podem, mas um local não! Se trata de uma questão humanística: se a pessoa se identifica com Lula, com Bolsonaro ou com Valmir, pode externar essa identificação da maneira que bem entender.

Por isso mesmo é possível afirmar que Adir Machado, sendo #AdirdeValmir, captou um sentimento incrivelmente abrangente, pois a imensa maioria do povo sergipano entende que Valmir de Francisquinho deve participar da eleição para que o povo julgue se ele merece ou não ser governador.

E essa imensa maioria é composta por aqueles que intencionam votar nele, algo em torno de 50% dos votos válidos, segundo as últimas pesquisas, e também por aqueles que, mesmo não intencionando votar nele, não se apartam da democracia e se sensibilizam ante ao menor sinal de injustiça.

A ideia de Adir, portanto, tem um potencial incrível que pode e deve perdurar até a data das Eleições 22, independente do resultado dos recursos que Valmir impetrar contra a decisão que lhe foi desfavorável.

E a razão é simples: ao levantar a bandeira do #SomosTodosValmir, #AdirdeValmir abriu espaço para que os sergipanos demonstrem que ligar seu nome a família, ao local em que se vive ou ao trabalho que se realiza não é pecado, não é crime e não é algo que pode ser tolhido.

Assim, o Valmir de Francisquinho, que também é #ValmirdeItabaiana e #ValmirdeSergipe, pode ver surgir algo ainda mais grandioso: uma campanha que brade, tranquilamente, além do já posto #SomosTodosValmir, um sonoro e desafiador #SergipedeValmir. Sigamos!

Assista o vídeo abaixo e veja se #AdirdeValmir não matou a pau com a ideia do #SomosTodosValmir!

2 Comentários

  • José Paulo

    29 de junho de 2022 - 11:58

    COM CERTEZA ISSO É MAIS UMA ARTICULAÇÃO POLÍTICA PARA ESSE GRUPO DO GOVERNO ATUAL COM SEUS ALIADOS CONTRA VALMIR DE FRANCISQUINHO

  • José Paulo Dias Moraes Neto

    29 de junho de 2022 - 12:58

    Amigo, como eu já havia dito em inúmeras vezes, seja com quem você estiver, eu estarei lá com você, então se você é de Valmir, eu também sou de Valmir, somos todos de Valmir, eu sou #PaulodeValmir.

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