Câmaras Municipais concedem Título de Cidadão a pré-candidatos, ok? Mas entregar em plena pré-campanha? Pode isso, Arnaldo?

Numa mesma semana, a passada, dois prés a governador receberam Título de Cidadão em duas importantes cidades sergipanas: a Barra dos Coqueiros agora tem o senador Rogério Carvalho (PT) como cidadão. E o deputado federal Fábio Mitidieri (PSD), mui honrosamente agora ê cidadão estanciano. Ambos merecem? Claro que sim, são políticos que, cada um a sua maneira, fizeram e fazem pelas respectivas cidades, sem nenhum problema. O caldo só engrossa, a ponto de poder até entornar, quando se analisa se o momento para essas concessões de cidadania é o mais apropriado. Lógico que o título dessa análise apenas brinca com legalidade das Câmaras concederem o título nesse momento. É claro que é legal! Mas nem tudo que é legal é também moral! E ainda temos agravantes que vão além do período pré-eleitoral, que tem esses dois citados diretamente envolvidos como prés a governador. Além do uso político e/ou politiqueiro de uma honraria dessas, é necessário lembrar que sessões solenes de entrega de Título de Cidadão exigem abertura da casa legislativa, gastos, ainda que básicos, com energia, água, cafezinho e, em alguns casos, acepipes variados, enfim, tudo o que não seria nada demais se não tivesse uma eleição no meio do caminho, se no meio caminho não tivesse uma eleição. O que acaba ficando aparente é que vereadores aliados desses prés, Rogério e Fábio, exageraram no apoio, resvalando perigosamente naquilo que um outro vereador, agora ex, o indefectível Vardo da Loteca, dizia: “puxe, mas não cheire!”, se referindo àqueles que puxam o saco com galhardia, até. Pra Rogério e Fábio, fica a dica: peçam aos vereadores que os apoiam que façam como dois parlamentares de Socorro, Barbozinha e Geová de Jesus! É que esses dois, pra defender e apoiar a pré de Valmir de Francisquinho (PL) ao governo, se utilizaram da tribuna e de seus espaços de fala cotidianos, na sessões ordinárias, sem nenhum custo adicional, para defenderem suas posições e o nome de Valmir para governador. Tão simples, quanto eficiente! E os Títulos de Cidadão que já estejam propostos? Ora bolas, deixem pra conceder e/ou receber oficialmente depois da eleição. Fica muito mais bonito e honesto, sem nenhum resquício de puxa-saquismo, né isso?

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