O mimimi contra Edvaldo, uma conta de três e a opção pelo compadrio político em detrimento da capacidade de gestão

Bastou o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PDT), externar sua opinião sobre a escolha do pré a governador dos governistas para que uma enxurrada de críticas a ele começasse a circular por aí. Acontece que Edvaldo agiu de forma honesta e clara, falou de sua discordância, explicando-a, reforçou seu posicionamento de grupo e isso tudo sem se mostrar subserviente, ainda que tenha dado claros sinais de sua fidelidade. Então vamos ao resumo de tudo isso: primeiro que os ataques a Edvaldo saem dos que defendem o escolhido, Fábio Mitidieri (PSD), claro, mas em número bem inferior aqueles que atacam Edvaldo por temerem que ele fosse o nome governista e, pior ainda, por temerem que ele resolva bancar uma pré-candidatura independente, pois aí é que o bicho pegaria – ou pegará, né?, vai saber… Segundo que o ônus de explicar a razão pela qual os chamados aliados escolheram alguém que tem três vezes menos intenção de votos do que Edvaldo cabe a esses mesmos chamados aliados, um grupo pequeno de políticos tarimbados e viciados num negocinho chamado poder. E, por último, mas não menos importante, caberá à população decidir se a aposta governista em Fábio, tido e havido como bem quisto entre os políticos, foi acertada ou se deveriam os governistas apostar em alguém que tem uma testada e capacidade de gestão. Pra quem, como nós, está no rescaldo de uma pandemia e com uma guerra em curso com consequências nefastas na economia, parece a AndersonsBlog que escolher alguém que tem no currículo um bom relacionamento com os políticos, em detrimento de quem tem como sua base e essência curricular a experiência administrativa, é uma aposta de altíssimo risco. Sigamos!

 

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