Sheyla Galba e equipe dançarem, tudo bem! Mas quem não pode “dançar” é a população e o interesse público!

Semana passada viralizou um vídeo em que a vereadora por Aracaju Sheyla Galba (Cidadania) e sua equipe dançavam um desses memes de TikTok na área externa da Câmara de Aracaju.

E foi um bafafá danado. Mas AndersonsBlog fica com a análise certeira do jornalista Jozailto Lima (leia aqui): toda a celeuma em cima do vídeo se deu por conta de um falso moralismo imbecilizante que anda a circular por nossos tristes tempos.

Mas não é que AndersonsBlog encafifou com uma coisa? Pera aí! Se o vídeo foi feito ao final do expediente da Câmara, o que estaria fazendo nele o filho da vereadora, Kairo Arthur da Costa Santos? Acompanhando a mãe e a equipe? Até aí, estaria tudo certo.

A questão é que Kairo, que tem uma seta apontada na foto acima, é o mesmo que tem seu nome apontado na imagem abaixo como sendo servidor lotado no gabinete do deputado estadual Dr. Samuel, do mesmo Cidadania de Galba.

Ou se trata de uma coincidência daquelas que a gente teima em não acreditar, ou podemos ter aí indícios do chamado “nepotismo cruzado”, quando um emprega o parente do outro para que não se caracterize o nepotismo na contratação. Ou seja: se assim for, Kairo receberia pela Alese e trabalharia no gabinete da mãe?

Nesse caso, os dois parlamentares, Sheyla e Dr. Samuel, que expliquem direitinho essa história para a população, em primeiro momento, e mesmo para o senador Alessandro Vieira (PSDB) – do qual ambos são aliados –  que, como ele mesmo diz, não tolera esse tipo de comportamento.

Acontece que a coisa não para por aí: sentindo que algo realmente não anda bem nas bandas do gabinete de Sheyla, AndersonsBlog aprofundou as conversas e descobriu, veja só, leitor e leitora, que a equipe da vereadora tem um grupo de WhatsApp chamado Vagas de Emprego.

Nada demais? Não é bem assim! A fonte que printou o tal grupo, com tal print reproduzido logo abaixo e cujos administradores são funcionários do gabinete parlamentar, garante, sob a nossa garantia de sigilo, que, nesse tal grupo, são inseridas as pessoas que vão até a vereadora para pedir emprego.

E que essa seria uma forma de “cozinhar o galo” enquanto não se encontra uma solução para a demanda da pessoa que é incluída no grupo e que, na verdade, se trata de um possível futuro eleitor ou eleitora.

Nesse caso, é somente a vereadora Sheyla Galba que tem que se pronunciar. Mas, dessa história toda, resta uma certeza.

Independentemente da nobreza, da justeza da causa que se defende – e a luta em defesa dos pacientes oncológicos que Sheyla trava tanto é justa como é nobre, diga-se –, não é possível aceitar a possibilidade de desvios éticos no exercício do mandato e ponto!

Fica a dica pra Sheyla e pra todo mundo que está ou deseja entrar nessa seara complexa chamada política, viu?

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