MDB, quem te viu, quem te vê! Ou como um dos maiores partidos do país vira alvo de disputa menor entre Rogério Carvalho e Sérgio Reis

O MDB – que nasceu assim, nos tempos em que representava a resistência oposicionista, já foi PMDB e agora voltou a ser apenas MDB, mas sem nenhuma característica restante de seu glorioso passado – parece que, ao menos em Sergipe, deixou de ser um partido relevante para se tornar uma daquelas siglas a reboque dessa ou daquela candidatura, num fisiologismo de envergonhar qualquer integrante do Centrão. E a prova disso é a recente troca de farpas entre o senador Rogério Carvalho (PT), pré a governador, e o presidente estadual da sigla, o ex-deputado federal Sérgio Reis. Rogério, num arroubo bem ao seu estilo, já garantiu que o MDB vai a reboque de sua intenção de conquistar o governo. Deve ter razões maiores – ou, trocando em miúdos, razões de cima para baixo, se é que o leitor e a leitora me entendem – para dar uma declaração definitiva dessas. Já a resposta de Sérgio Reis, cheia de ironias nem sempre finas, como a ridícula proposta para que Rogério se filie ao partido que ele preside – bem ao estilo de quem acha que, na vida pública, o sobrenome Reis garante algum reinado ad eternum – reforçou o tom deprimente dessa contenda. Os dois, ao final e ao cabo, que lutem, se virem e provem quem está com a razão. Mas AndersonsBlog lamenta mesmo é ver um partido que já fez até governador em Sergipe – no caso Jackson Barreto, ainda que este receba a alcunha de pior governador da história – definhar ao ponto de se assemelhar assombrosamente àquelas agremiações que têm dono, que não representam porra nenhuma e que estão fadadas a se enganchar na cláusula de barreira nas próximas eleições. Triste sina, triste fim!

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